domingo, 5 de janeiro de 2020

CICLO DA ÁGUA: mudanças de fase

Quando falamos de água pensamos na água líquida que vemos nos rios, nos lagos e no mar.
Mas, na natureza, a água pode existir na fase líquida, gasosa ou sólida. Observa este esquema.
Nesta imagem observas as mudanças de fase: fusão, solidificação, evaporação e condensação.
A natureza apresenta-nos mudanças de fase...
Em dias frios, quando a temperatura ambiente é baixa, a água solidifica: passa da fase liquida à fase sólida. Dá-se a solidificação. 
Quando o gelo e neve derretem, com o calor, dá-se a fusão.
Quando vês neve, gelo, granizo ou geada ... é água na fase sólida. 
      Granizo                                                  Neve
        

                                                   Geada
Braga - dezembro de 2019
Braga - fevereiro 2016

ÁGUA DOCE LíQUIDA NO PLANETA TERRA

Recorda o Ciclo da Água.
Todos os dias precisamos de água:
  • para beber - precisamos de 3 L de água por dia (parte dessa água entra no nosso organismo pela sopa, fruta, alimentos cozinhados); mas temos de beber  6 a 8 copos de água potável;
  • para cozinhar;
  • para higiene pessoal e da casa;
  • para regar os campos;
  • para  a indústria;
  • etc.
Mas, para todos esses usos, precisamos de água doce e líquida.


Imagem retirada aqui.



Retirado aqui


SEM ÁGUA DOCE NÃO HÁ VIDA!                 
É tão pouca a quantidade de água doce disponível que só temos uma solução: não a desperdiçar, quer seja em casa (quando tomamos banho, lavamos os dentes ou as mãos, lavamos a roupa, etc.), nas cidades (onde deve haver jardins, parques verdes e outros espaços com terra), na agricultura, etc.
Sabes qual a quantidade de água doce que existe na Terra?  Só 1% e está na fase líquida!
A imagem ajuda-te a perceber o risco que corremos se não cuidarmos da agua doce.

QUE CUIDADOS DEVEMOS TER ANTES DE BEBER?
Mas nem toda a água doce se pode beber. A água doce pode estar poluída: ter produtos químicos, microrganismos causadores de doença e muitas outras substâncias perigosas para a nossa saúde.
Por isso mesmo só podemos beber água doce POTÁVEL É a água doce que foi analisada e se verificou que não tem microrganismos nem substâncias químicas. Por isso dá garantia de que é segura para a nossa saúde.
Conheces a sintética da água?

sábado, 4 de janeiro de 2020

BRAGA: O RIO ESTE

O Rio Este é um pequeno curso de água que nasce perto da cidade de Braga, na freguesia de S. Mamede de Este, na Serra do Carvalho.
É um afluente do rio Ave, pois as água que correm no rio Este juntam-se às que correm no rio Ave, que vai desaguar no oceano Atlântico, em Vila do Conde, onde é a sua foz. 
Rio Este (Ponte S. João)
O rio Este era um rio como muitos outros, com pontes antigas, quedas de água, terra e penedos no fundo, árvores e arbustos autóctones (da flora local) na margem, plantas aquáticas e peixes.  Era usado pela população para pescar, tomar banho, brincar, regar os campos e, também, para lavar a roupa.
No final do séc. XX o leito do rio foi alterado na zona de Braga e canalizado com cimento. 
Ficou sem quedas de água, os peixes deixaram de ter condições de vida, tal como as plantas aquáticas. Em algumas zonas mudaram o leito do rio, construíram prédios e oficinas muito perto da água. Desde então tem-se observado, com frequência, esgotos no rio e lixo. Um rio tão bonito, como foi até ao séc.XX, transformou-se num problema para a cidade.
                                                 Rio Este no final do séc. XX

                                                      Rio Este depois das obras realizadas em 2012
Nos últimos anos tem havido esforços para melhorar o rio, mas ainda há muito  a fazer para que possa aproximar-se do rio que foi no passado. Para que seja um RIO, com a fauna e flora aquática que os caracteriza e um local de bem estar para a população, é preciso resolver vários problemas como, por exemplo, descobrir quem lança líquidos poluentes no rio e convencer a população a não deitar lixo na beira do rio.

Sabes como podes conhecer o rio Este?
Podes ir à nascente, com os teus pais e fazer o percurso que passa pela via romana. 
Em Braga faz uma caminhada, pelo percurso pedonal, desde o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia até à Ponte Pedrinha (Maximinos).

RIOS EM BRAGA: sua importância para a população


Os rios transportam água doce.
Nascem na serras, atravessam vales e dirigem-se ao mar. Alguns rios percorrem centenas e outros milhares de quilómetros. No mar a água doce mistura-se com a água salgada e deixa de poder ser usada pelo Homem. 
Os ribeiros e os rios mais pequenos são afluentes de rios maiores (juntam-se a rios maiores e aí terminam o seu percurso).
A bacia hidrográfica de um rio é toda a zona por onde o rio passa e de onde recebe água. Água que escorre das montanhas e se junta à água que vem desde a nascente. Observa a imagem.

Temos dois rios no concelho de Braga: o rio Cávado (em Adaúfe) e o rio Este (com o leito  canalizado).


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

BRAGA INUNDADA! Qual a razão?

19 dezembro de 2019. Braga, Viana do Castelo, Aveiro e Viseu foram as cidade mais afetadas pela chuva intensa.
Em Braga havia muita água nas ruas e estradas, nos túneis da cidade, garagens e, até, num parque de estacionamento subterrâneo. O solo  impermeável não permitiu a infiltração da água, que escorria, à superfície, até às zonas mais baixas da cidade.  O rio Este não tinha espaço para tanta água e, por isso, a água subiu até às ruas e pontes. Era difícil circular na cidade.
Como se explica esta situação?

Até meio do séc. passado, a cidade era pequena e havia campos em redor da cidade antiga, onde os agricultores cultivavam alimentos e criavam animais.
Vês uma rua comprida? É a Avenida da Liberdade.
Encontras a Escola Secundária D. Maria II ou a  Carlos Amarante? Não estão na imagem pois, nessa altura, ainda não tinham sido construídas. 


Vês muitos campos - solo permeável - onde se infiltrava a água da chuva que seguia para lençóis de água subterrâneos.

Nos últimos 30 anos, do séc. passado, a cidade cresceu, os campos foram transformados em zonas de habitação, o solo foi   impermeabilizado e a água da chuva deixou de ter onde se infiltrar.
Agora, quando chove, a água acumula-se nas ruas e escorre até à zona mais baixa da cidade: os túneis que atravessam a cidade, as garagens, os parques de estacionamento subterrâneos e a beira rio.
No dia 19 de dezembro, muita gente se queixava que a cidade estava inundada.

Compara as duas imagens anteriores. Qual a diferença?

O que aconteceu em Braga? 


- as ruas cheias de água, ao ponto de os carros terem dificuldade em circular; só era possível andar de galochas;
- os túneis da cidade inundados, os carros impossibilitados de avançar nas ruas;
- parques de estacionamento cheios de água, onde os carros correm risco de avaria.

Tens fotos das ruas inundadas? Podes enviar para colocar aqui. 


Noutros locais, em algumas zonas de montanha onde as árvores arderam nos incêndios ou foram cortadas, deixou de haver raízes para segurarem o solo. A terra foi arrastada pela água, pela montanha abaixo, e caiu em cima de casas, destruindo-as. Em outros concelhos do país, a situação é idêntica. Faz uma pesquisa, sobre inundações, no dia 19 de dezembro de 2019.
Lisboa        Aveiro         Coimbra         Chaves     Viseu

A imagem da esquerda, que alguém partilhou numa rede social, mostra o que acontece quando uma cidade cresce e não são construídas zonas verdes (jardins, parques verdes) em quantidade suficiente para que o solo absorva a água da chuva.
A água da chuva tem duas hipóteses (imagem retirada aqui):
- infiltrar-se no solo permeável e ficar guardada nos lençóis de água subterrâneos, podendo ser retirada através de poços para uso em casa ou para rega;
- seguir à superfície, até zonas mais baixas, até um rio ou ribeiro, seguindo depois para o mar. Perde-se como água doce...

O que fazer:
em caso de inundação?
Pedir ajuda:
- SOS Ambiente (808200520)
- Proteção Civil (253201350)


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

HÁBITOS DE SAÚDE

A Enfª Paula apresentou imagens que facilitaram o debate sobre hábitos do dia-a-dia que colocam em risco a nossa saúde.
O que comemos, quanta água bebemos, o peso que carregamos às costas, o modo como tratamos os dentes e a atividade fisica que realizamos, podem facilitar a nossa saúde (se fizermos escolhas informadas e responsáveis) ou causar-nos doenças (se não formos cuidadosos).
Quanto pesas? E a tua mochila? Estarás a carregar peso a mais?
Tomas pequeno-almoço? Quantas horas dormes? Quanta água bebes?

Remembra as conclusões desse debate. Para não ficarmos doentes devemos:
  •  lavar sempre as mãos antes de comer;
  •  tomar banho todos os dias, pois os adolescentes transpiram mais do que as crianças e formam mais gordura na pele;  a falta de higiene provoca cheiro desagradável devido ao suor misturado com gordura; por isso precisam lavar-se com mais frequência para não ter problemas de pele e não cheirar mal;
  • lavar os dentes, depois das refeições, para não ter cárie dentária (furos nos dentes)
  • lavar o cabelo regularmente; se tiver comichão na cabeça pedir aos pais para verificarem se tem piolhos e, se tiver, fazer o tratamento para eliminar piolhos e lêndeas;
  • dormir 10h por noite; o sono ajuda a estar atento e concentrado, a ter boa memória e a aumentar as defesas contra doenças;
  • beber 1,5 a 2 litros de água por dia;
  • não carregar a mochila em demasia, pois as nossa costas só aguentam até 10% do peso do nosso corpo. Quem anda  com uma só alça da mochila no ombro fica com a coluna torta; mais tarde terá dores de costas e irá sofrer. 
Qual deverá ser o peso máximo da tua mochila?
            A Beatriz pesa 25 kg, a sua mochila não deve pesar mais do que 2,5Kg
            O Ricardo pesa 27 kg, a sua mochila não deve pesar mais do que 2,7Kg
            O Luís pesa 40 Kg, a sua mochila não deve pesar mais do que 4 Kg

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