Este blogue foi criado em 2007, na Escola EB 2/3 Frei Caetano Brandão (Braga), como complemento das aulas de Ciências Naturais, do 5º ano e, também, para te ajudar a aprender mais e melhor.
Através da net vais poder aprofundar conhecimentos sobre as matérias que trabalhas nas aulas.
O que é preciso é vontade de aprender...
No mapa verificaste qual ou quais as rochas que existem em cada região de Portugal.
E, quando visitas uma região do país, sabes que é fácil perceber qual a rocha que aí predomina pois, na paisagem e nos monumentos, encontramos rochas diferentes.
De fato, a arte e a cultura de uma região está, no geral, relacionada com os recursos que lá existem.
Por isso é diferente a cor dos monumentos, dos muros que separam os campos e, até mesmo, a cor das rochas usadas no piso das ruas antigas.
Há, porém, um material que caracteriza Portugal, pois é usado nas ruas e praças em várias regiões do país: a calçada portuguesa. É património que faz parte da nossa História!
Descobre mais imagens de calçada portuguesa em várias cidades do país. Aqui. Qual será a rocha usada para o cubo preto, em Portugal e nos Açores?
Agora, tenta descobrir qual a rocha usada em cada um destes monumentos:
Observa as aves que vivem no Estuário do rio Cávado.
O que procuram, correndo apressadamente pela areia e pela água?
Por que razão têm o bico comprido e as pernas altas?
Por que razão dizem, no filme, que o Parque Natural Litoral Norte é o reino das aves marítimas?
Lembras-te do nome de aves e outros animais que têm habitat neste estuário? Escreve-as em comentários.
Procura o Parque Natural Litoral Norte no mapa.
Alguns termos novos: Estuário: ambiente aquático de transição entre o rio e o mar. Vegetação autóctone: vegetação nativa, natural desta zona de Portugal.
São grandes espaços geográficos com as mesmas características, o mesmo clima, onde existe uma grande biodiversidade (variedade de seres vivos). Distinguem-se pela vegetação.
Relembra o mapa que observámos na aula, sobre a localização dos Biomas.
Aprendeste que há vários biomas na Terra e muito diferentes:
- se a temperatura é muito baixa (muito frio), as plantas são rasteiras. Exº Tundra.
- se a temperatura é muito alta (muito calor) e há pouca humidade, quase não há plantas. Exº Deserto.
- se a temperatura é muito alta (muito calor) e há muita humidade, há muitas plantas e muito altas, muito alimentos e muitos animais. Há muita biodiversidade vegetal e animal. A Amazónia, onde há Floresta Tropical, é habitat de elevado número de animais e plantas.
Alguns animais nascem muito diferentes dos pais. Diz-se que têm METAMORFOSES. BORBOLETA
Vê o que acontece depois da eclosão do ovo... descobre as fases das metamorfoses da borboleta.
JOANINHA
Observaste joaninhas a comerem pulgões das favas na horta da escola.
São animais insetívoros, muito importantes na agricultura, pois comem insetos que atacam as plantas. Por isso se diz que são fauna auxiliar da agricultura e amigas das plantas e do agricultor.
Observa as fases da metamorfose da joaninha na imagem ao lado.
Queres saber mais sobre a vida da joaninha? Procura esta imagem e mais informação aqui.
RÃ
As rãs, tal como os sapos, salamandras e outros animais, precisam de água doce não poluída para viverem - charcas (poças de água), tanques e ribeiros - onde iniciam o seu ciclo de vida. Na 1ª fase das metamorfoses, quando são girinos, respiram por guelras como os peixes; depois na fase de rã jovem e adulta, passam a respirar pele pele (respiração cutânea) e pelos pulmões.
Continuam a precisar de água para manter a pele nua bem húmida e permitir a respiração pela pele.
As rãs também se alimentam de insetos, tal como o sapo, a salamandra e a joaninha. São insetívoras.
Observa o ciclo de vida de uma rã, de um sapo e da salamandra.
Imaginas o que acontecerá se a poluição da água e a temperatura ambiente aumentarem (as alterações climáticas)? Procura aqui.
Continuará a haver animais predadores dos insetos? Que problemas poderão surgir?
Queres saber mais sobre estes animais? Procura aqui.
81% do território encontrava-se em seca severa, com a temperatura acima de 30ºC.
Os incêndios deste dia queimaram grande parte da floresta portuguesa do centro e norte do país. Arderam casas e outros bens de muitas famílias, os seres vivos que lá viviam morreram ou ficaram sem alimento e abrigo e o ar ficou carregado de cinzas (partículas finas), produziu elevada quantidade de dióxido de carbono e de outros gases que aumentaram o efeito de estufa. Morreram famílias que circulavam de carro em estradas onde as matas arderam.
Muita gente morreu e outros perderam a casa onde viviam, carros e outros bens.
Perdeu-se habitat e biodiversidade. Perdeu-se o solo onde muitos animais tinham abrigo.
Ficamos com menos floresta capaz de captar o dióxido de carbono do ar.
Sabemos que incêndios tão terríveis não se devem só ao facto de, nesse dia, estar muito calor e vento. Na floresta que ardeu predominavam os pinheiros (ricos em resina) e eucaliptos (libertam gases quando há muito calor) e havia muito material combustível no chão (ramo e arbustos secos) que facilitou a combustão. As chamas, ajudadas pelo vento, avançaram a grande velocidade sobre Braga e sobre outras cidades cercadas de floresta que ficaram carregadas de fumo.
O incêndio não entrou onde havia sobreiros, carvalhos, castanheiros, azevinhos, medronheiros e outras árvores e arbustos da floresta autóctone. Aí, ficou uma floresta verde no meio das cinzas!
Sabemos que a floresta é essencial para:
captar o dióxido de carbono do ar e produzir oxigénio;
proteger a biodiversidade, pois é habitat dos seres vivos selvagens;
nos fornecer materiais como madeira, frutos, etc.
Assim, é urgente repensar a floresta portuguesa, reflorestando com árvores e arbustos que dificultam os incêndios.
Para já, de modo a evitar a acumulação de combustível (ramos, lenhas secas, etc) perto de estradas e de casas, o Decreto-Lei nº 10/2018, relativo a gestão de combustível, obriga a retirar material que arde: a 10 m dos caminhos e estradas e a 50 m das habitações (observa imagem).
A imagem ajuda a perceber os cuidados a ter em redor das habitações e ao lado das estradas e caminhos.